The Lesson to Unlearn

Paul Graham writes:

In theory, [classroom] tests are merely what their name implies: tests of what you’ve learned in the class. In theory you shouldn’t have to prepare for a test in a class any more than you have to prepare for a blood test. In theory you learn from taking the class, from going to the lectures and doing the reading and/or assignments, and the test that comes afterward merely measures how well you learned.

In practice, as almost everyone reading this will know, things are so different that hearing this explanation of how classes and tests are meant to work is like hearing the etymology of a word whose meaning has changed completely. In practice, the phrase “studying for a test” was almost redundant, because that was when one really studied. The difference between diligent and slack students was that the former studied hard for tests and the latter didn’t. No one was pulling all-nighters two weeks into the semester.

Even though I was a diligent student, almost all the work I did in school was aimed at getting a good grade on something.

This, in a nutshell, is what’s wrong with the education system. Forget governments, unions, misunderstandings, standardization, Baumol Disease and all the rest. The big problem is that the signal value of school subsumed the educational value. It’s Campbell’s Law.

The rest of the article is worth the read.

Porque privatizar (ou desestatizar) o ensino é uma das melhores reformas que se pode fazer

Talvez seja somente uma percepção subjetiva sem maior relevância objetiva, mas a impressão que tenho é que a privatização do ensino é um dos maiores tabus da sociedade brasileira. Até onde eu sei nenhum partido, figura política ou figura pública de destaque está defendendo a privatização total do ensino no Brasil. Segundo as notícias que chegam até mim, o recente anúncio de corte de gastos na educação causa uma de duas reações: indignação ou pesar. Alguns reagem com indignação, e não aceitam que qualquer corte seja feito; outros reagem com pesar, mas consideram que os cortes são necessários. Ditas estas coisas, penso que cabe a mim agir como Walter Block e “defender o indefensável”: o governo (ou o estado – use o vocabulário que lhe convir) não deveria ter qualquer papel na educação. Para isso irei expor brevemente o que é economia, como ela funciona, e o que isso tem a ver com governo, indivíduos e educação. É uma exposição breve, e pode deixar alguns pontos pouco desenvolvidos. Para uma exposição mais profunda deste tema, recomendo o livro Educação: Livre e Obrigatória, de Murray Rothbard.

Economia é a gestão de recursos necessariamente escassos que possuímos. Os recursos são necessariamente escassos porque somos seres humanos finitos, e não deuses. Alguns paradigmas econômicos (notoriamente o marxismo) partem de um pressuposto de abundancia de recursos, mas isto é falso e até mesmo perigoso: até mesmo o homem mais rico do mundo tem somente 24 horas no seu dia. Tem somente um corpo, e não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Tem energia limitada, e fica cansado. Todos nós possuímos recursos limitados (ainda que alguns possuam mais recursos à sua disposição do que outros). A economia é a arte de melhor gerir estes recursos.

A gestão dos recursos limitados que possuímos é feita através de escolhas. O nome que os economistas dão a isso é “custo de oportunidade”: a não ser que você detenha infinitos recursos, gastar em uma coisa significa não gastar na segunda melhor alternativa. Exemplos: comprar o carro A significa não comprar o carro B; morar na cidade X significa não morar na cidade Y; casar com Z significa não casar com W; e escolher a carreira α significa não escolher a carreira λ. Como disse um antigo professor meu, “a vida é feita de escolhas”.

Considerando que possuímos recursos finitos e precisamos fazer escolhas, qual é mecanismo mais eficiente para tomar decisões? Certamente muitas pessoas gostariam de tomar decisões com base nos seus gostos pessoais. Gostariam de escolher aquilo de que mais gostam. Porém, aquilo de que mais gosto nem sempre está ao meu alcance. Exemplos: ainda que eu goste mais de uma Ferrari do que de um fusquinha, talvez eu precise me contentar com a segunda opção. Ou ainda que eu queira viajar, talvez eu tenha que me contentar em pagar o tratamento para um problema de saúde que acabei de descobrir que tenho. É por coisas assim que a economia ficou conhecida como “ciência triste”. Muitas vezes ela está aí para lembrar que nem sempre podemos ter o que queremos. Dito isto, a melhor forma de tomar decisões é pelos preços: os preços nos dizem se aquilo que desejamos é compatível com os recursos disponíveis.

Os preços são geralmente definidos em termos de dinheiro. Dinheiro é melhor definido por aquilo que faz do que por aquilo que é. Muitas coisas podem ser dinheiro: papel, metais preciosos, cigarros, balas ou dígitos num computador. Mas o que dinheiro faz é servir como uma linguagem: o dinheiro transmite de uma pessoa para outra o valor dos recursos envolvidos numa mercadoria ou num serviço. E valor é algo subjetivo. Contrariando a teoria do valor trabalho, é impossível saber de forma objetiva qual é o preço de uma determinada mercadoria ou serviço: é necessário que este valor seja definido por relações de oferta e procura. E é de incontáveis relações de oferta e procura que os preços são feitos. Em outras palavras, os preços nos transmitem de forma simples algo que jamais poderia ser calculado por uma pessoa: uma infinidade de relações de oferta e procura, escolhas e preferências, dentro da economia. Como disse Friedrich Hayek, “a economia somos nós”.

E assim chegamos à educação. Como eu disse acima, escolher a carreira α significa não escolher a carreira λ. Como essa decisão é feita? Certamente que muitas pessoas escolhem sua carreira com base em aptidões que percebem em si mesmas, ou em considerações sobre o que poderá ser uma atividade profissional mais prazerosa. Porém, este é um luxo que não está disponível para todos: muitas pessoas precisam escolher uma carreira com base no que pode dar mais retorno financeiro com menor investimento e menor risco. Posso escolher uma carreira que promete um grande retorno financeiro, mas com grande risco de não conseguir emprego num mercado de trabalho altamente competitivo, ou com um investimento de recursos (em tempo em dinheiro) que não posso arcar. A vida é feita de escolhas, e essas escolhas muitas vezes envolvem riscos. Escolher uma carreira é dizer não (ao menos temporariamente) para todas as outras. Algumas pessoas tem a chance de arriscar mais. Outras não têm o mesmo luxo. Considerações como relação candidato/vaga, salário médio, nível de empregabilidade e outras são semelhantes aos preços, e podem ser bons parâmetros ao se decidir por uma carreira. Mas com o governo criando vagas em universidades, determinando regras de acesso ao mercado de trabalho e adotando outras medidas, os preços não refletem a real relação de oferta e procura. Em outras palavras, a linguagem é distorcida, e as decisões não são as melhores, nem para os indivíduos, e nem para a sociedade.

Compreendo que pensar assim possa soar extremamente cínico, e pode ser um banho de água fria, especialmente para os mais jovens ou mais sonhadores. Muitas pessoas preferem tomar decisões considerando seus gostos pessoais, sua vocação, seu desejo de ajudar o próximo ou outras considerações. Não estou desmerecendo nenhuma destas considerações. Estou apenas dizendo que somos seres humanos limitados que vivem num mundo de recursos limitados. Precisamos fazer o melhor uso possível destes recursos. Embora os recursos sejam limitados, nossa criatividade para aproveitá-los não demonstra um limite óbvio. O uso criativo e sustentável dos recursos necessita de uma bússola, um guia. O sistema de preços é o melhor guia que possuímos. Sem propriedade privada não há formação de preços, e sem formação de preços o cálculo econômico é impossível. Por esta razão os gastos com educação não param de aumentar e a qualidade dos resultados não para de cair: o melhor juiz para determinar como os recursos serão empregados é o individuo fazendo uso de seus próprios recursos. A interferência do governo prejudica ou até desfaz este julgamento.

Em tempo: estou defendendo que o governo precisa sair da educação e deixá-la para a iniciativa individual (até mesmo porque somente indivíduos podem ter iniciativa). Não estou defendendo que educação precisa ser necessariamente paga pelos alunos. Como disse Milton Friedman, “não existe almoço grátis” (mais uma dessas frases que tornam os economistas – especialmente os liberais clássicos e libertários – pessoas pouco populares). Mas quando uma pessoa tem fome e não pode pagar pelo almoço, outra pode fazer isso. O nome disso é caridade, e quero incentivá-la o máximo possível. Caso você se preocupe com os pobres, sugiro que pare de mandar dinheiro para Brasília na forma de impostos, que serão necessariamente mal empregados (segundo tudo que discuti aqui), e procure pessoas que precisam. Com certeza você não terá dificuldade de encontrá-las.

Here’s what I knew about education when I was 18

Fresh out of 12+ years of high end public education in Canada I had learned two (and a half) things about education. These two bits of information are relevant for understanding the closely related problems of poor academic performance and school violence.

1) Education means going to a school where bundles of knowledge are presented to students who are compelled by law (and subsidy, but I figured that out later) to be there. This learning occurs while sitting quietly at desks in rows, listening patiently to a teacher (most of whom genuinely care) teaching a standardized curriculum (the best!). Smart students will get good grades without much effort, “dumb” students will pass without much effort (because they need that education to succeed it would be unfair to deny them their future).

1.5) Europe’s version of this system has higher standards and works better some how.

2) The above I learned from experience and discussion with my peers, the following from watching discovery channel and in science class: all mammals learn by play fighting. Bear cubs gnaw on each other’s faces, squirrels chase each other, and in this constant movement they learn how to survive.

This second stylized fact about education points to a deep systemic cause for gruesome violence in schools. School is not the same thing as education. By confusing the two and establishing policy to dramatically increase schooling, we are essentially bear baiting teenagers and being left with predictable results.

What I learned in Community College

A salvo:  As a returning student in my thirties, I must admit I am thoroughly enjoying the community college experience — it blows my mind that I have the freedom to return to the academic environment and pursue my education in a convenient and cost-effective manner.  Surely this is a testament to the community college system, and for that, I am grateful.

Now that I’ve established my gratitude, I’d like to outline briefly what I’ve learned in my first semester back in school, and solicit the well-educated community that is notesonliberty.com for a bit of guidance.  Hopefully, you fine lot will provide me with some direction and perspective.  I intend to apply to a California school upon completion of my transfer program at the end of the 2014 academic year.

Here is what I’ve learned in a semester at Cabrillo college in Aptos, CA:

GEOG 3, Physical Geography:  Anthropogenic climate change is a fact.  Humanity is a juggernaut exhausting the planet’s resources, polluting, heating and overpopulating the environment.  The planet’s ability to support us is quickly and undoubtedly reaching the breaking point, and the solution is radical and immediate de-industrialization and depopulation.  The fact that industrialized nations and economic development provide innovations that result in efficiency and sustainability, as well as a negative replacement population rate matter not.  Humans must cease to eat anything but primary energy producers (plants), and ‘enact policy’ to curtail fertility by all and any means necessary to save the planet.

CG 65, Leadership:  Democracy is fair and effective.  It is just and fair to allow the tyranny of the majority to compel by force the theft of property from individuals in the form of taxation for the ‘common good’.  The importance of understanding the electorate’s will is secondary at best to mastering the process by which I as an individual can gain power and privilege through the exploitation of the democratic process.  Open manipulation of the will of the masses is the only just means to gain dominance over my neighbors and co-opt their liberty and resources.  Individual ability is meaningless, and it is unethical to use superior individual ability, labor and intellect to succeed, because that would be unfair to the dull-witted and lazy.  Those who have no power or ability have been exploited by individuals with power and ability, which is unethical.  The ethical way to exploit the public is as a group.  Everyone has equal value and ability, and it is wrong to favor individual performance based upon merit.  An individual’s worth is based on their ability to consent to the democratic process, and there are no natural leaders — leadership is a learned skill.

ACCT 151a, Financial Accounting:  All systems of accounting exist solely for the expressed purpose of paying the state.  I am compelled to violate my own right against self-incrimination by ‘voluntarily’ providing the state with a detailed log of all of my economic activity, so that I can ‘voluntarily’ send them a portion of that which I have earned by way of participation in commerce.  I must use Generally Accepted Accounting Principles and keep meticulous records, based on a system codified by a medieval Jesuit named Fra. Lucca Paccioli, which he derived from ancient Sumerian systems of accounting and transcribed in the margins of a bible.  Should I participate in commerce in any other manner, or fail to disclose exactly what I’ve done with every dime that passes through my hands, I will be fined or imprisoned.  Corporations (that is, ideas drawn on paper) are people who never die and have rights that supersede the rights of natural people.  This system exists for my benefit…somehow.

SOC 2, Introduction to Sociology:  The ‘sociological imagination’ is a process by which unique individuals are grouped and classified as either privileged or victimized.  Race does not exist biologically, and gender has nothing to do with sex — paradoxically, people of western European ancestry with testicles are inherently evil, unless they are homosexual and socialist.  The laws of the natural, biological world are immoral when applied to society, even though Sociology as a field proposed the theory of Social Darwinism.  Central planning is needed to control the actions of individuals, and a free society is inherently unjust.  Though the ‘sociological imagination’ has given birth to the greatest evils of human society — Totalitarianism, Eugenics, and Human Bondage, sociology is somehow the salvation of human civilization.  The ‘great sociologists’ include Marx, Sanger and Mao — three people responsible for the death of millions.  Enlightenment thinkers and individual liberty is wrong, and Thomas Jefferson’s ownership of slaves somehow invalidates the merit of any concepts he wrote on human liberty.

With all of that being stated — I pose a question to you, the great minds of notesonliberty.com:  To which schools within California shall I apply?  To which programs?  Is there any merit to a college education that has a legitimate basis in Art and Science, or is education within the college system simply a continued exercise in political indoctrination?  I write this in earnest — my thoughts aren’t in the least tongue-in-cheek.  Please, please, please, guide me to quality schools and baccalaureate programs for a libertarian thinker, so that I may not abandon my quest for a degree.

Help me, Obi-wan Kenobi.  You are my only hope.